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E lá se vai o Variguinho...A crise da Varig leva a uma reflexão de como mascotes fortes parecem acompanhar o sucesso das empresas. Nos anos 80, quando ainda era a super chefe do mercado, toda poderosa, o Variguinho invadia nossas vidas por todos os lados. De pelúcia, musiquinha no rádio, revista em quadrinhos (que eu adorava, por sinal) e comerciais de TV, sem falar no jingle grudento, que levou a inúmeras satiras também (a melhor é do Tangos e Tragédias, quem não foi ver, assista). Era uma relação estranha, a marca fazia o personagem? Ou o personagem ajudou a consolidar a marca?
Existiram outros personagens simbólicos de produtos famosos, principalmente nas últimas duas décadas (ou talvez eu esteja sendo influenciado por ter vivido somente elas, e não as anteriores).
Cachorrinho linguíça, dos Amortecedores Cofap, e sua incrível elasticidade, encolhendo e esticando... Alguém ainda ouve falar em amortecedores Cofap? Aliás, é a única marca de amortecedores que eu conheço, tamanha a força da publicidade.
Tigre Tonny, dos sucrilhos Kellogs. Esse ainda está por aí, mas vamos combinar que elefantes marrons, tucanos, ursos e outros bichos sem carisma acabaram dividindo a atenção e o o Tonny se perdeu no meio da história virando mais um no meio da multidão... Que fim de carreira, ele deve ter altas memórias nostálgicas: "Aaa... No meu tempo a garotada sonhava em andar de skate comigo, descer de rafting no rio, escalar montanha... Agora... Perco mercado para um urso polar que só diz: 'Querem mais açucar? Então tem mais!!!'"
Galinha Azul: "De leste a oeste, de norte a sul! A dança da galinha é a galinha azul", nem lembro se era assim, mas era quase isso... Caldo Maggi, tinha carisma! E era um caldo de galinha... Lembro que era um dos momentos mais esperados do programa do Gugu (vale lembrar que este apresentador também caiu no ostracismo sem a presença da muito mais carismática e divertida representante aviária). Só espero que nossa amiga não tenha contraído a gripe do frango...
Tinha ainda Pato Purific, o baixinho da Número 1, Garoto Bombril. Agora não existem mais mascotes... As marcas não tentam mais identificar seus produtos com esse formato cartunesco, que eu achava tão divertido. Só tem o mala das Casas Bahia e seu jeito histérico, modeletes nos comerciais de cerveja e o resto é associado a uma pseudorealidade. Era muito mais criativo quando as marcas trabalhavam abertamente com a fantasia e não só com o imaginário e desejos brutos das pessoas... Se funcionava melhor? Não sei, mas eu não esqueço facilmente dessas marcas, já a publicidade de agora...
Bernardo

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